domingo, 7 de outubro de 2007

sábado, 6 de outubro de 2007

Um dia, quem sabe,
ela, que também gostava de bichos,
apareça
numa alameda do zoo,
sorridente,
tal como agora está
no retrato sobre a mesa.
Ela é tão bela,
que, por certo, hão de ressuscitá-la.
Vosso Trigésimo Século
ultrapassará o exame
de mil nadas,
que dilaceravam o coração.
Então,
de todo amor não terminado
seremos pagos
em enumeráveis noites de estrelas.
Ressuscita-me,
nem que seja só porque te esperava
como um poeta,
repelindo o absurdo quotidiano!
Ressuscita-me,
nem que seja só por isso!
Ressuscita-me!
Quero viver até o fim o que me cabe!
Para que o amor não seja mais escravo
de casamentos,
concupiscência,
salários.
Para que, maldizendo os leitos,
saltando dos coxins,
o amor se vá pelo universo inteiro.
Para que o dia,
que o sofrimento degrada,
não vos seja chorado, mendigado.
E que, ao primeiro apelo:
- Camaradas!
Atenta se volte a terra inteira.
Para viver
livre dos nichos das casa.
Para que
doravante
a família
seja
o pai,
pelo menos o Universo;
a mãe,
pelo menos a Terra.

Vladimir Maiakóvski
O Amor

Tirado de um blog...

"Todas as mulheres queriam ser Bárbara, foi o que me segredou a mais próxima de mim, caminhando ao meu lado pela areia... eu disse a ela que estava muito difícil encontrar azeitonas na praia, durante o percurso inteiro, vi apenas uma encravada na areia suja. No mais, era uma sujeira que a onda atirava, restos de redes de pescadores e sargaços. Não havia sol e era em algum lugar da Bahia, e todo mundo queria ser Bárbara e eu era Bárbara, tinha certeza disto. Na casa o perfume de plantas e ervas tornava o ar quase sólido, e as pessoas preparavam uma festa. E crianças corriam e se divertiam, menos o menino quieto, pequeno, de cabelos longos, vestido como um garoto do século XIX, de suspensórios e calça nos joelhos. Encantei-me com ele, e não deixaram que eu o tirasse do quarto, era uma cama antiga e um menino que queria brincar, proibido de brincar. Entre as cenas de ciúmes de um casal, deixo a casa, pensando em onde estaria Calabar? No caminho conchas violáceas, finas e transparentes estão espalhadas pela areia, coloco em uma pequena cesta de vime, e sigo me encantando com a cor das conchas, suas formas estranhas...
(Sonho da noite passada, meio à Jack Kerouac registro. Calabar era de Pernambuco, não da Bahia. Bárbara era sua amada... Outro dia falei com a Lindsey Rocha sobre peças de Teatro, e falamos desta peça. Das músicas da peça que cantam a Bárbara, a que me enjoa um pouco, por se tornar um refrão que todo mundo repetia, quando me conhecia... - Bárbara, Bárbara, nunca é tarde, nunca é demais - e tem a outra... Cala a boca, Bárbara! que me significa...)"

Cala a boca, Bárbara

Chico Buarque - Ruy Guerra/1972/1973
Para a peça Calabar de Chico Buarque e Ruy Guerra


Ele sabe dos caminhos
Dessa minha terra
No meu corpo se escondeu
Minhas matas percorreu
Os meus rios
Os meus braços
Ele é o meu guerreiro
Nos colchões de terra
Nas bandeiras, bons lençóis
Nas trincheiras, quantos ais, ai
Cala a boca
Olha o fogo
Cala a boca
Olha a relva
Cala a boca, Bárbara
Cala a boca, Bárbara
Ele sabe dos segredos
Que ninguém ensina
Onde guardo o meu prazer
Em que pântanos beber
As vazantes
As correntes
Nos colchões de ferro
Ele é o meu parceiro
Nas campanhas, nos currais
Nas entranhas, quantos ais, ai
Cala a boca
Olha a noite
Cala a boca
Olha o frio
Cala a boca, Bárbara
Cala a boca Bárbara

O haver

Resta, acima de tudo, essa capacidade de ternura
Essa intimidade perfeita com o silêncio
Resta essa voz íntima pedindo perdão por tudo
– Perdoai-os! porque eles não têm culpa de ter nascido...

Resta esse antigo respeito pela noite, esse falar baixo
Essa mão que tateia antes de ter, esse medo
De ferir tocando, essa forte mão de homem
Cheia de mansidão para com tudo quanto existe.

Resta essa imobilidade, essa economia de gestos
Essa inércia cada vez maior diante do Infinito
Essa gagueira infantil de quem quer exprimir o inexprimível
Essa irredutível recusa à poesia não vivida.

Resta essa comunhão com os sons, esse sentimento
Da matéria em repouso, essa angústia da simultaneidade
Do tempo, essa lenta decomposição poética
Em busca de uma só vida, uma só morte, um só Vinicius.

Resta esse coração queimando como um círio
Numa catedral em ruínas, essa tristeza
Diante do cotidiano; ou essa súbita alegria
Ao ouvir passos na noite que se perdem sem história...

Resta essa vontade de chorar diante da beleza
Essa cólera em face da injustiça e do mal-entendido
Essa imensa piedade de si mesmo, essa imensa
Piedade de si mesmo e de sua força inútil.

Resta esse sentimento de infância subitamente desentranhado
De pequenos absurdos, essa capacidade
De rir à toa, esse ridículo desejo de ser útil
E essa coragem para comprometer-se sem necessidade.

Resta essa distração, essa disponibilidade, essa vagueza
De quem sabe que tudo já foi como será no vir-a-ser
E ao mesmo tempo essa vontade de servir, essa
Contemporaneidade com o amanhã dos que não tiveram ontem nem hoje.

Resta essa faculdade incoercível de sonhar
De transfigurar a realidade, dentro dessa incapacidade
De aceitá-la tal como é, e essa visão
Ampla dos acontecimentos, e essa impressionante

E desnecessária presciência, e essa memória anterior
De mundos inexistentes, e esse heroísmo
Estático, e essa pequenina luz indecifrável
A que às vezes os poetas dão o nome de esperança.

Resta esse desejo de sentir-se igual a todos
De refletir-se em olhares sem curiosidade e sem memória
Resta essa pobreza intrínseca, essa vaidade
De não querer ser príncipe senão do seu reino.

Resta esse diálogo cotidiano com a morte, essa curiosidade
Pelo momento a vir, quando, apressada
Ela virá me entreabrir a porta como uma velha amante
Mas recuará em véus ao ver-me junto à bem-amada...

Resta esse constante esforço para caminhar dentro do labirinto
Esse eterno levantar-se depois de cada queda
Essa busca de equilíbrio no fio da navalha
Essa terrível coragem diante do grande medo, e esse medo
Infantil de ter pequenas coragens.
Vinicius de Moraes
(1913-1980)

domingo, 30 de setembro de 2007

Deu trabalho digitar

Saramago, Clarice Lispector, Sartre, Camus, Guimarães Rosa,J. D. Salinger, Proust, Katherine Mansfield, Galeano, Herman Hesse, Beckt, Brecht, Lygia Fagundes Telles, Hatoum, Coetzee, Flora Süssekind, Voltaire, Gogol, Kafka, Dalton Trevisan, Moacyr Scliar, João Ubaldo, Luís Fernando Veríssimo, Harold Pinter, Neil Gaiman,Drummond,Hilda Hilst, Michel Butor, Rubem Fonseca, Marquez, Caio Fernando Abreu, Fernando Pessoa, Manuel Bandeira,Nelson Rodrigues, Milan Kundera, Annouilh, Breton,Rilke, Goethe, Baudelaire, Dostoiévski, Flaubert, Poe, Nassar, Elliot, Rousseau,Nietzsche, Adélia Prado, José Paulo Paes, Machado,Cecília Meirelles, Nerval, Rimbaud,
Balzac, Shakeaspere,Prévert, Hegel, Sófocles, Ana Cristina César, Haroldo de Campos, Ferreira Gullar, Millôr, Mário Quintana, Leminski, Augusto de Campos, Cabral, Breton, Vinícius, Erich Maria Remarque, Virgínia Woolf.

Literatura, teatro,amigos, línguas, narguilé, família,viagens, net, chá matte com limão,sorrisos, fotografia, cinema, brownie com sorvete de creme, Jones, boa cozinha, dar risada, ler, bons filmes, aprender-ensinar, beber com os amigos, dormir, chocolate branco, chuva, casa da mãe, cães e fuinhas.

Professora
Atriz
Datilógrafa :)
Leitora
Crítica
Revisora
Organizadora de gavetas
Fazedora de unhas (as próprias)

Tarantino, Ingmar Bergman, Lars von Trier, Wim Wenders, Baz Luhrmann, Almodóvar, algum Walter Salles, Clint Eastwood, Stephen Daldry,Francis Ford Coppola, David Lynch, Ettore Scola, François Truffaut, Federico Fellini, Beto Brant, Buster Keaton, Laís Bodanzky, Fernando Meirelles

quarta-feira, 26 de setembro de 2007

A Mulher de Libra.

Se vocę gosta de mulheres que adoram conversar sobre qualquer assunto, e parecem nunca saber a hora de parar de falar, entăo acaba de encontrar a outra metade da laranja!
Mas, ao contrário de imaginar que passar horas ao seu lado conversando sobre os mais variados assuntos pode ser uma chatice, vai acabar ficando encantado. Ela vai dar aquele sorriso insuportavelmente delicioso a cada tręs frases que disser, e vocę vai sentir o quăo maravilhosa ela pode ser. Esta mulher parece brilhar quando faz aquilo que mais gosta: discutir um assunto!
A libriana é feita de bondade, delicadeza, justiça, amizade teimosia e indecisăo.
Apesar de parecer frágil e ser muito feminina em seus gestos, na forma de se vestir e de falar, a libriana é o tipo de mulher que pode surpreender quando resolve arregaçar as mangas da camisa para fazer um trabalho estritamente masculino. Ela vai se sentir como se estivesse em casa se tiver que dirigir um caminhăo ou laçar um touro selvagem. Esta mulher, apesar de muito feminina, possui um traço masculino que, volta e meia, costuma cobrir o lado feminino. Mas em nenhum momento ela perde sua feminilidade. Antes de pegar o machado para derrubar uma arvore, ela vai passar o batom, arrumar o cabelo e borrifar um pouco de perfume que é para deixa-la mais a vontade.
Mesmo quando estiver nervosa a libriana tentará parecer calma ou, pelo menos, controlada.
A mulher de Libra é altamente intelectual e possui um grande poder de análise, que pode ser muito útil para resolver os problemas dos negócios do parceiro. Raramente ela deixará que as emoçőes a impeçam de tomar uma decisăo desapaixonada ou de fazer um julgamento equilibrado. Com certeza, ela é muito melhor que o gerente do seu banco.
Seu temperamento foi feito para o trabalho em equipe. Ela quer participar do maior numero possível de decisőes que o parceiro tomar. Deseja fazer tudo a favor do parceiro e é mulher suficiente para segui-lo quando ele desejar mudar de profissăo, país ou fazer novas amizades. Ela adora estar cercada por pessoas, sente-se no paraíso quando pode reunir uma multidăo de amigos para uma festa, onde vai passar horas dançando e se divertindo como poucos.
Poucas săo as librianas que sofrem de depressăo ou tem problemas crônicos de saúde.
O segredo de sua vitalidade está em seu temperamento racional, pacífico e a repulsa que tem a impacięncia. Pessoas impacientes e desesperadas costumam causar um mal estar na libriana, que podem tira-la do sério. Mas a maioria vai simplesmente preferir manter-se a longas distancias de pessoas nervosas e impacientes. Săo poucas as mulheres de Libra que tem amizades com gente estressada. Elas até podem ser colegas, dizer um "bom dia" no ponto de ônibus, mas jamais farăo um esforço para convidar esta pessoa para freqüentar sua casa.
A mulher de libra detesta a confusăo, e normalmente precisa da harmonia para manter a estabilidade emocional.
Ela costuma ser dominadora, do tipo que gosta que todos estejam ao seu lado e façam o que quer. Porém a libriana nunca vai forçar ninguém a obedece-la. Sua măo de ferro sempre estará calçada em uma luva de veludo, sua vontade e seu egoísmo sempre estarăo acompanhados por sua delicadeza, educaçăo e o mesmo sorriso encantador de sempre. É assim que normalmente ela costuma conseguir o que quer: fazendo com que as pessoas pensem que foram elas que escolheram ser suas prisioneiras por livre e espontânea vontade. Ela tem um jeito tăo educado de impor suas vontades, que a gente fica até sem jeito de dizer "NĂO".
O companheiro sempre virá em primeiro lugar no coraçăo da libriana.
Normalmente elas tem uma sinceridade que pode deixar qualquer um sem jeito diante de suas afirmaçőes ou comentários.
Se vocę é do tipo que gosta que as pessoas que fingem năo ver os seus defeitos, evite pedir opiniőes a libriana. Ela năo esconde o que pensa mesmo que isto provoque alguns maus entendidos. Afinal, se pediu sua opiniăo deve estar preparado para ouvir a verdade, năo é? Mas, ela nunca é grosseira ou deselegante. Normalmente ela é direta sem fazer rodeios. Se uma amiga pergunta se está gorda, ao invés de disfarçar e tentar ser diplomática, a mulher de Libra vai dizer que realmente ela está muito mais gorda do que a ultima vez em que se viram. Antes que a amiga tenha tempo de ter um ataque de baixa estima, ela vai dar-lhe um monte de receitas para perder a barriga, diminuir a papada e levantar o traseiro. A amiga vai estar quase tendo um ataque de nervos, e ela vai completar com a maior naturalidade: "...mas tem muita gente que gosta de mulheres gordas, caso vocę se sinta bem com seu corpo".
Tem gente que acha que a libriana faz isto por maldade, mas năo é. Ela faz por pura inocęncia e pelo amor que tem pela verdade. No fundo ela pensa que esta ajudando a amiga ao invés de fazer com que tenha uma crise de depressăo!
Ela detesta ferir os sentimentos de quem quer que seja. Detesta dizer "năo" e a idéia de ser injusta pode deixa-la doente.
Uma coisa que muitas delas costumam ter é manias.
Quando uma libriana resolve ter uma mania, podem se passar anos até que ela resolva abandona-la. E o pior é que ela nunca acha que tem uma mania. Também costumam levar mais tempo para tomar uma decisăo se pode adiar uma escolha. E o pior é que ela sempre se apressa em negar suas decisőes. A primeira coisa que costuma dizer é : "Eu năo tenho nada de indecisa!"

quinta-feira, 20 de setembro de 2007

O Livro sobre Nada

Manoel de Barros


* Com pedaços de mim eu monto um ser atônito.
* Tudo que não invento é falso.
* Há muitas maneiras sérias de não dizer nada, mas só a poesia é verdadeira.
* Não pode haver ausência de boca nas palavras: nenhuma fique desamparada do ser que a revelou.
* É mais fácil fazer da tolice um regalo do que da sensatez.
* Sempre que desejo contar alguma coisa, não faço nada; mas se não desejo contar nada, faço poesia.
* Melhor jeito que achei para me conhecer foi fazendo o contrário.
* A inércia é o meu ato principal.
* Há histórias tão verdadeiras que às vezes parece que são inventadas.
* O artista é um erro da natureza. Beethoven foi um erro perfeito.
* A terapia literária consiste em desarrumar a linguagem a ponto que ela expresse nossos mais fundos desejos.
* Quero a palavra que sirva na boca dos passarinhos.
* Por pudor sou impuro.
* Não preciso do fim para chegar.
* De tudo haveria de ficar para nós um sentimento longínquo de coisa esquecida na terra — Como um lápis numa península.
* Do lugar onde estou já fui embora.

quarta-feira, 19 de setembro de 2007

Sou eu, ou uma de minhas faces.

OS OMBROS SUPORTAM O MUNDO

Carlos Drummont de Andrade

Chega um tempo em que não se diz mais: meu
Deus.
Tempo de absoluta depuração.
Tempo em que não se diz mais: meu amor.
Porque o amor resultou inútil.
E os olhos não choram.
E as mãos tecem apenas o rude trabalho.
E o coração está seco.

Em vão mulheres batem à porta, não abrirás.
Ficaste sozinho, a luz apagou-se,
mas na sombra teus olhos resplandecem enormes.
És todo certeza, já não sabes sofrer.
E nada esperas de teus amigos.

Pouco importa venha a velhice, que é a velhice?
Teus ombros suportam o mundo
e ele não pesa mais que a mão de uma criança.
As guerras, as fomes, as discussões dentro dos
edifícios
provam apenas que a vida prossegue
e nem todos se libertaram ainda.
Alguns, achando bárbaro o espetáculo
prefeririam (os delicados) morrer.
Chegou um tempo em que não adianta morrer.
Chegou um tempo em que a vida é uma ordem.
A vida apenas, sem mistificação.

Mais um ex (coleção):)

(Dói)
Eu falo demais, tem hora q falo bobagem, tem hora q digo exatamente o q quero dizer. Eu escrevo e releio mil vezes o q escrevo, e depois vejo q ainda podia ser melhor, ou pelo menos diferente. Eu sou metamorfose, eu sou múltipla, ensino pelo prazer q tenho em aprender, mas não quero aprender tudo que querem q eu saiba pra fazer mestrado, por exemplo, porque eu descobri que gosto de literatura pelo prazer e não pela análise, e q não quero ser intelectual e nem quero ter filhos,e também quero aprender um dia a morrer, nós q morremos cada dia um pouco. Eu sou vaidosa, mas tenho me despido cada vez mais dela, sou narciso, adoro água e foto q eu tiro de mim, mas tem umas q eu fico mais feia q sou. Eu sou bonita, descobri depois de ser patinha feia. Eu falo palavrão, eu não sei fazer as unhas mas faço sempre, eu sou atriz , mas nunca hipócrita, eu gosto de observar as pessoas, eu gosto de cantar, eu não vou ter tempo de fazer tudo o q quero, eu sou intensa, eu tenho tecla foda-se, eu sou chata, eu sou a mais diplomática, a conselheira sentimental q não vê um palmo na frente pra si mesma, cabra cega, peço opinião, me influencio relativamente fácil, beleza é importante, ler coisas boas é vital, eu não tenho vergonha de dizer q não sei e que ouço música ruim, pq ninguém tem pago minhas contas, nem eu. Eu aprendi a rir de mim mesma, eu descubro prazer em tudo o q faço, inclusive em ser eu mesma. Eu aprendo línguas porque gosto viajar e de gente, mas a média dos seres humanos é medíocre.Eu carrego uma dor como todo mundo, q é, sim, solitária e sem sentido, as outras são sempre necessidade.Não desisto nunca, enfrento o grande da vida seja do tamanho q for, ando errado, pelo simples prazer de ser. Eu sou feliz mesmo com todos os "mas", tenho opiniões e sei argumentar pra convencer quem eu quiser delas, mas só se eu estiver a fim.Cada vez mais eu vou além do q acho q poderia, e isso não me assusta nem me conforta. Eu dou as cartas e consigo tudo tudo o que quero, sempre.

"Vc, Harry, sempre foi um artista e um pensador, um homem cheio de fé e de alegria, sempre ao encalço do grande e do eterno, nunca se contentando com o bonito e o mesquinho. Mas quanto mais foi despertado pela vida e conduzido para dentro de si mesmo, tanto maior tornou-se sua necessidade, tanto mais fundo mergulhou no sofrimento, na timidez, no desespero, mergulhou até o pescoço,e tudo o que no passado conheceu, amou e venerou como belo e santo, toda a sua fé de então nos homens e em nosso elevado destino, nada pôde ajudá-lo, tudo perdeu o valor e se fez em pedaços. Sua fé não encontrou mais ar que respirasse. E a morte por asfixia é uma morte muito dura. Não é verdade, Harry? Não é este o seu destino?(...) Vc trazia no íntimo uma imagem da vida, uma fé, uma exigência; estava disposto a feitos, a sofrimentos, a sacrifícios e logo aos poucos notou que o mundo não lhe pedia nenhuma ação, nenhum sacrifício nem algo semelhante; que a vida não é nenhum poema épico, E quem aspira a outra coisa e traz em si o heróico e o belo,a veneração pelos grandes poetas ou a veneração pelos santos,não passa de um louco ou de um Quixote. (...). Mas como tivesse bons olhos e ouvidos, e, além disso, fosse curiosa, examinei a vida com certa atenção,observei meus vizinhos e conhecidos, mais de cinqüenta pessoas e destinos, estavam mil vezes certos, assim como os seus, mas a vida, a realidade não tinha razão. Pensa que eu não pude reconhecer sua angústia diante do Fox-trot, sua repugnância pelos bares e (...) Compreendia e muito bem, como compreendia seu horror pela política, sua tristeza pelo palavreado vão e a conduta irresponsável dos partidos e da imprensa; seu desespero diante da guerra, as passadas e as futuras; pela maneira como hoje se pensa, se lê, se edifica, se compõe música, se celebram as festas e se educa! Vc tem razão, Lobo da Estepe, mil vezes razão e contudo terá de perecer. Vive demasiadamente faminto e cheio de desejos para um mundo tão singelo, tão cômodo, que se contenta com tão pouco; para o mundo de hoje em dia, que lhe cospe por cima, vc tem uma dimensão a mais" Herman Hesse

sábado, 15 de setembro de 2007

Ex orkut.

"Não se pode dar uma prova de existência do que é mais verdadeiro, o jeito é acreditar.
Sim, acreditar chorando."

(A vida não é brincadeira, gente, porque em pleno dia se morre.)

Eu, só:
http://barbarasomente.blogspot.com/

Espanto-me com meu encontro.
(Sofrer um pouco é um encontro.)

"E quando acaricio a cabeça de meu cão - sei que ele não exige que eu faça sentido ou me explique."

(...)
Não, não é liberdade. Definitivamente, mais do que nunca, o que quero ninguém entende, não posso explicar, ainda não tem nome.
(A verdade é sempre inexplicável, eu que carrego o mundo e... há falta de felicidade?)

(...)
Alguém me diz, por favor,"Amor será dar de presente um ao outro a própria solidão?"

http://www.screensavers-connection.com/screenshot_gifs/ferret.gif

"É que 'quem sou eu?' provoca necessidade. E como satisfazer a necessidade? Quem se indaga é incompleto."

/(",)\   
-/♥\-  
_| |_   

"Tenho várias caras. Uma é quase bonita, outra é quase feia. Sou um o quê? Um quase tudo"

(Clarice Lispector)

Desculpai-me mas vou continuar a falar de mim que sou meu desconhecido, e ao escrever me surpreendo um pouco pois descobri que tenho um destino. Quem já não se perguntou: sou um monstro ou isto é ser uma pessoa?

(...)

(Eu tenho luz própria.
E lacunas na formação. Pronto, catarse, agora todo mundo sabe:)

EU fiz pra mim: (hehe)

Com nova licença poética

"Quando nasci, uma tia baixinha
dessas bem baixinhas e brabas
disse: Vai, menina! Ser Bárbara na vida!

Gauche já foi o Carlos
Carregou bandeira a Adélia
Por causa do Chico Buarque, serás então Bárbara
(somente Bárbara, diria um poeta, anos mais tarde)

Tomei a sina pra mim
E bora ser Bárbara, pois sim!

A vida talvez fosse azul...
Não fosse a sina assumida
Ser bárbara assim todo dia,
Coisa que dá um trabalho!

A moça atrás das lentes de contato
Tem olhos que ninguém sabe a cor
Diplomática que aprendeu a ser,
Tem muitos, muitos amigos (e sonhos)
A moça atrás das lentes de contato.

Então a moça, bárbara que era, quis viver muitas vidas
E resolveu fazer teatro
(não admitira ela que houvessem outras vidas que por ela não fossem vividas)
E quis viajar muito pra conhecer pessoas e lugares
(não admitira ela que houvessem pessoas e lugares que por ela não fossem conhecidos)

Aí às vezes ela brada:
Meu Deus porque me abandonaste
se sabias que eu não era Deus
se sabias que eu era fraca.

Mundo mundo, vasto mundo
Mais vasta é minha sina
Vou cumprindo, acertando e errando
E pra quando erro (e são tantas vezes)
Tatuei a flor de lótus
E aí emerjo, na superfície
para florescer e errar
quantas outras vezes for necessário.

(Para ser Bárbara, há de ser desdobrável. Eu sou.)"

*´¨)
¸.•´¸.•*´¨) ¸.•*¨)
(¸.•´ (¸.•` *

Fizeram para mim:

poema bárbaro ou quase distante
poema bárbaro
quase de instante
poema bárbaro
ou visto barbaramente
bárbara mente
mente quando diz com olhos o que não sabe das palavras
mente quando o luar eterno dos olhos mingua
mente com vinte caracóis de cabelo cobrindo o belo do rosto
mente o eco na indecisão da dúvida:
mente, somente só mente

bárbaro olhar ou qualquer técnica
bárbaro
olhar querqual técnica
bárbara
se vista barbaramente
bárbara mente
(atriz de olhos que não planejam, executam)

Rogério Lopes, 2002

Parafraseando Caio Fernando Abreu:

"Tenho me despido, a cada novo passo dado, de tudo o que não é mais essencial ou verdadeiro. E o que fica em mim, depois de todas tempestade e naufrágios, é cada vez mais humano."

Eu, Macabéa q levanta:

Uma folha amarfanhada
e volume aparente
de papel pardo mais
ou menos do tamanho
de um homem ia
devagar rua abaixo
arrastada aos trancos
e barrancos pelo
vento quando
veio um carro e Ihe
passou por cima
deixando-a aplastada
no chão. Mas diferente
de um homem ela se ergueu
de novo e lá se foi
com o vento aos trancos
e barrancos para ser
o mesmo que era antes.

de
william carlos williams,
tradução de josé paulo paes

(Da lama nasce a flor de Lótus. Sim.)

quarta-feira, 5 de setembro de 2007

Encontrei em mim Bora Bora.

"As coisas estavam de algum modo tão boas que podiam se tornar muito ruins porque o que amadurece plenamenente pode apodrecer."





"Não esquecer que por enquanto é tempo de morangos. Sim."

Arte é mentira.

Déjeuner du matin

Il a mis le café
Dans la tasse
Il a mis le lait
Dans la tasse de café
Il a mis le sucre
Dans le café au lait
Avec la petite cuiller
Il a tourné
Il a bu le café au lait
Et il a reposé la tasse
Sans me parler
Il a allumé
Une cigarette
Il a fait des ronds
Avec la fumée
Il a mis les cendres
Dans le cendrier
Sans me parler
Sans me regarder
Il s’est levé
Il a mis
Son chapeau sur sa tête
Il a mis
Son manteau de pluie
Parce qu’il pleuvait
Et il est parti
Sous la pluie
Sans une parole
Sans me regarder
Et moi j’ai pris
Ma tête dans ma main
Et j’ai pleuré.

terça-feira, 28 de agosto de 2007

Vou-me embora para Bora Bora




Vou-me embora para Bora Bora
Vou me embora,
Vou me embora.
Lá o céu reflete a cor do mar
Lá não tem aluno
Pra me chatear
(Vou-me embora)
Bora Bora é um lugar bonito
Onde a gente pode namorar
Nada de ler, internet, só trepar
(no coqueiro)
Vou-me embora para Bora Bora
Lá sou amigo de ninguém
(gente nova para conhecer)
Vamo embora, vamo embora?
Vou-me embora, Bora, bora
Lá falam francês.
Allons-y, allons-y
à Bora Bora, allons-y
Largo tudo e te levo
Vamo embora, vamo embora
Mas precisa, juro, ser agora
bora, Bora?

Mil anos depois, problemas no servidor e etc, voltamos com as fuinhas, lindas e queridas:

segunda-feira, 9 de julho de 2007

Voilá, cette ville est sympa, c'est Sampa!!

Hum, cansaço.
A semana toda correndo com documentação, preparativos, malas. E a necessidade de vadiar horas na net, intransponível.
6 horas dentro de ônibus e pelo menos mais duas esperando o próximo passar, até às 17:30 eu tinha que estar no Goethe, teste e matrícula.
E quem disse que somos só mais um nessa metrópole de não sei quantos milhões de habitantes?
O paulistano fala com vc, te ajuda na direção certa do metrô, te grita e te faz voltar porque viu que vc foi pelo lado errado. Reclama com o motorista do ônibus por causa do barulho chato que te atrapalha a atender o celular.
É o cobrador que te fala q é pra vc sentar e ir descansando as pernas, é o passageiro que vai descer e te cutuca pra vc sentar no lugar dele, é a senhora com seus pelo menos 60 anos que conta para a garota q ouve atenta sobre as "três conduções" que usa todos os dias pra ir trabalhar.
É São Paulo.
E sou eu que leva cantada desavisada na rua, que devolve o troco a mais no posto de gasolina e ouve mil vezes da dona do estabelecimento "Parabéns, parabéns, o mundo precisa de mais gente como vc".
Sou eu, é São Paulo. I D E N T I F I C A Ç Ã O. Planos e projetos para um futuro próximo.

Eu acredito em (e conheço!!) homens de verdade

1 . Como se chama um homem inteligente, sensível e bonito?
R.: Boato.
2. O que deve fazer uma mulher quando seu marido corre em zigue-zague pelo jardim?
R.: Continuar a atirar.
3. Pesquisadoras descobriram por que Moisés ficou andando 40 anos no deserto com o povo de Israel:
R.: Um homem nunca pergunta o caminho.
4. Por que os homens não têm período de crise na idade madura?
R.: Porque nunca saem da puberdade.
5. Qual é a definição masculina de uma noitada romântica?
R.: Sexo.
6. O que se diz de um homem que quer sexo no segundo encontro?
R.: É particularmente lento. 00:25
7. Como saber se um homem está mentindo?
R.: Seus lábios se mexem.
8. Como um homem chama o amor verdadeiro?
R.: Ereção.
9. Qual a semelhança entre o homem e o golfinho?
R.: Dizem que ambos são inteligentes, mas nunca se provou.
10. Por que as mulheres não querem mais se casar?
R.: Porque não é justo. Imagine por causa de 100 gramas de lingüiça ter que levar o porco inteiro.
11. Por que não existe um homem inteligente, sensível e bonito ao mesmo tempo?
R.: Porque seria mulher.
12. Antigamente, quando uma moça conhecia um rapaz gentil e educado perguntava logo se era solteiro...
R.: Hoje, pergunta se é viado..

Humano, demasiado humano

"... und wer etwas von den Folgen erräth, die in jedem tiefen Verdachte liegen, etwas von den Frösten und Aengsten der Vereinsamung, zu denen jede unbedingte Verschiedenheit des Blicks den mit ihr Behatteten verurtheilt, wird auch verstehen, wie oft ich zur Erholung von mir, gleichsam zum zeitweiligen Selbstvergessen, irgendwo unterzutreten suchte - in irgend einer Verehrung oder Feindschaft oder Wissenschaftlichkeitoder Leichtfertigkeit oder Dummheit; auch warum ich, wo ich nicht fand, was ich brauchte, es mir künstlich erzwingen, zurecht fälschen, zurecht dichten musste ( -und was haben Dichter je anderes gethan? und wozu wäre alle kunstin der Welt da?). Was ich aber immer wieder am nöthingsten brauchte, zu meiner Kur und Selbstwiederherstellung, das war der Glaube, nicht dergestalt einzel zu sein, einzeln zu sehn, - ein zauberhalfter Argwonh von Verwandtschaft, eine Blinheit zu Zweien ohne Verdacht und Fragezeichen, ein Genuss an Vordergründen, Oberflächen, Nahem, Nächstem, an Allem, was Farbe, Haut und Scheinbarkeit hat."
(Menschliches, Allzumenschliches - Ein Buch für freie Geister. Friedrich Nietzsche, 1886)


Ou seja (cerveja!):

"... e quem adivinha ao menos em parte as conseqüências de toda profunda suspeita, os calafrios e angústias do isolamento, a que toda incondicional diferença do olhar condena quem dela sofre, compreenderá também com que freqüência, para me recuperar de mim, como para esquecer-me temporariamente, procurei abrigo em algum lugar- em alguma adoração, alguma inimizade, leviandade, cientificidade ou estupidez; e também por que, onde não encontrei o que precisava, tive que obtê-lo à força de artifício, de falsificá-lo e criá-lo poeticamente para mim (- que outra coisa fizeram sempre os poetas? Para que serve toda a arte que há no mundo?). Mas o que sempre necessitei mais urgentemente,para minha cura e restauração própria, foi a crença de não ser de tal modo solitário, de não ver assim solitariamente - uma mágica intuição de semelhança e afinidade de olhar e desejo, um repousar na confiança da amizade,uma cegueira a dois sem interrogação nem suspeita, uma fruição de primeiros planos, de superfícies, do que é próximo e está perto, de tudo o que tem cor, pele e aparência."

(Humano, demasiado humano. Um livro para espíritos livres, Friedrich Nietzsche, 1886)

quarta-feira, 4 de julho de 2007

Gente que se revela humana

olá, Bárbara,

espero que tudo dê certo no px exame, com o Jaime ou com outro, pois
seu projeto está de fato maduro. Sobre as "lacunas" de formação, quem não
as tem? (Não vale dizer que os da USP estão isentos disso!)


(...)


Com um abraço do

Tom


(Meu ex-orientador de IC na graduação)

terça-feira, 3 de julho de 2007

Querido Diário, ich bin Mittelstufen Eins

Estive ontem em São Carlos.
Naquele ônibus de sempre, eu sempre atrasada, a pessoa do meu lado encostando-se em mim e o cobrador conversando alto com um cego que dizia que a molecada "curte pra caramba" e atrapalhando minha sesta.
Tive que "passear" um pouco pela cidade até achar a escola. Garrafinha de água inseparável esquecida (hábito desde vestibulanda que uma vez fui), entrei na loja de conveniência de um posto para comprar uma. Escolhi uma pela embalagem, claro, visto que água em geral é tudo igual. Exceto por aquela marca, como era mesma o nome? Aquela com gosto de carne, Porto Alegre, 2004, Fórum Social Mundial, seca do rio Guaíba e chuveiro aberto e frio. Enganei-me. Odeio água com gás. Dane-se a tampinha bonitinha e vermelha.
Chegando lá, tive que esperar uns minutinhos. O suficiente pra sentar num sofá vermelho ultra kitsch contrastando com o azul do balcão uniforme da franquia. E, bebendo água com gás na garrafinha de tampa vermelha, senti-me kitsch também.
Aí o coordenador chegou e me explicou, com um sotaque indefinível e quase já perdido de todo, como funcionava o teste: 120 minutos, 120 questões. Acertas pelo menos 30 da primeira parte senão danças, confusão. Ok, boa sorte, obrigada, eu sozinha na sala. Uau, pensei, se soubesse tinha trazido um dicionário. Mas o tempo para fazer é curto e sequer permite muitos devaneios, no máximo desligar o ar condicionado que estava no talo.
Fácil, dúvida numas 3 questões das 45 primeiras, segunda parte fácil, algum probleminha aqui e ali, claro, merda, porque não estudei mais? Terceira parte, idem. Fim do tempo.
Posso deixar meu currículo? Claro, vc pode preencher uma ficha? Claro, lá vou eu. Dados pessoais, pratica esportes, qual, o que faz no seu tempo livre? Uau, só faltou perguntar meu orkut, se tenho blog e a cor da minha calcinha (branca).
Depois, umas 5 folhas, cada uma com um tema de uma redação do tipo "qual a importância da educação?" e " o que posso fazer para contribuir com a formação do meu aluno?" e etc etc etc ad infinitum. Detalhe: na língua que vc dá aula. Fritados os neurônios em alemão, bora apertar a tecla sap do francês. Vontade dum cigarro, pensei de 5 em 5 minutos, até terminar. Acabei, obrigada, passe aqui às 5:30 que já te entrego o resultado, ok, obrigada, tchau. Entre a esquina que a escola ficava e o atravessar a rua acendendo o cigarro, falei sozinha comigo mesma em três línguas diferentes, o que me fez pensar que estou me tornando uma trilíngue (troglodita?) maluca.
Entrego outro currículo. Sim, vamos precisar. Uau, nunca precisa, até te ligarem desesperados, risos, horários disponíveis? Etc, etc, etc. Não precisa preencher uma ficha? Nossa que ótimo! Não mesmo? Ótimo. Cigarro, cigarro, cigarro! Ligo pro George e passo a entrada da USP, o que me faz lembrar que, nossa, faz meses que não ando nessa cidade, talvez até mais de 12.
USP. O papo daqueles exatos não passa muito de "o x era -1 e o x2,1". Passo por uma planta de forma fálica não ereta ao mesmo tempo que passam por mim três caras e quase só isso que tem naquele lugar. Caras, digo, e não plantas de forma fálica não ereta.
E como eles são politicamente corretos! Andando com aquelas canecas laranja penduradas na mochila e usando aquelas camisetas mais amarelas que o sol de Araraquara e São Carlos juntos, país tropical.
Percalços depois, acho a Eny numa sala comentando o seminário recém apresentado sobre calcificação de sei lá o que formação rochosa, zinco e o caramba, o que me faz pensar que meus seminários sobre Hilda Hilst e Modalidades do Português Cabo-Verdiano parecem muito mais humanos e interessantes. "Tudo é água", diz minha tia baixinha e braba dentro da sala, " Oxidação" e etc etc etc ad infinitum!
Que cheiro filhadaputa de cigarro, diz ela e eu respondo com uma risada alta todos olham e seguimos. Papo de sempre, não, não passei mesmo, teu colega achou minhas lacunas intransponíveis, não quer trabalhar, diz ela e eu concordo. Goethe de novo,uau, bolsa pra Alemanha, será q consigo, jura? Que legal! Aquilo é lindo demais, e Paris, ali na região do Moulin Rouge só tem PUTARIA , ahahahahahaha , a tia baixinha e braba falou P U T A R I A, com todas as letras, toc, toc, toc, oi professora, vim entregar o relatório, ok, obrigada. Faz o doutorado na Alemanha, faz mestrado rápido em 2 anos no máximo, mas não depende só de mim, minhas lacunas estão cada vez mais intransponíveis com esse troço de ganhar bolsa pela quarta vez pra estudar alemão, um dia termino e fico fluente e daí já é hora de morrer ou tá, já passou da hora, 6 de agosto abre inscrição e tento de novo. Deixa eu ir, tchau, pára de fumaaaaarr! Tá, tchau, beijo.
Corro até a escola tanto que até esqueço de fumar, ou talvez sejam mesmo os conselhos exaustivamente repetidos e já gravados no inconsciente. Qual seu nome, assina aqui, o envelope fechado e a ansiedade. Já na rua , M1. Ok, o ideal seria mesmo M2, se eu tivesse estudado, mas uau, enfim, subi três níveis desde a última vez e isso foi há exato 1 ano.
E bora voltar para a vidinha de Araraquara, 40 minutos depois.

segunda-feira, 2 de julho de 2007

sexta-feira, 29 de junho de 2007

Warum ich den Winterkurs machen möchte

Warum ich den Winterkurs machen möchte

Ich möchte den Winterkurs machen, weil ich da meine Ausbildung vertiefen kann. Ich bin Studentin, im letzten Jahr meines Studiums, und ich habe noch nicht alles gelernt, was ich lernen möchte.
Ich lerne Sprache und Literatur gern. Ich kann gut Portugiesisch, Französisch und Englisch sprechen, aber ich will auch gutes Deutsche sprechen. Ich will Goethe, Thomas Mann und Friedrich Nietsche im deutschen Original lesen.
Ich habe entdecket, dass die beste Art für zu lernen unterrichten ist. Seit 10 Monaten bin ich Deutschlehrerin. Aber ich weiβ, dass ich Erfahrung in einem Land haben muss, in dem man die deutsche Sprache spricht. Und ich habe Deutschland gewählt. Warum?
Weil Deutschland ein schönes Land ist, und ich bin sehr müde das nur im Photos zu schauen;
Weil Deutschland eine interessante Geschichte auf der Welt hat, und ich möchte dieses Land von Nahem sehen;
Weil Deutschland eine gute politische Organization hat, und ich glaube, die Brasilianer können viel mit den Deutschen lernen;
Weil ich als Germanistikstudentin von jenem Tag träume, an dem ich Deutschland kennen lernen werde;
Weil Deutschland das Land der Wissenschaft, Philosophie, Dichtung ist. Und das Land, wo die Berliner Mauer stand. Ich will alles sehen, alles kennen lernen.
Und dann werde ich für meine Kursteilnehmer meine Erfahrung erzählen. Ich will ihnen die Liebe zum Deutsch und zu Deutschland entwickeln, wie meine Lehrer gemacht haben.
Ich will eine prima Deutsch als Fremdsprache-Lehrerin werden, und würde gern an einer der Universität unterrichten! Und ich glaube, der Winterkurs ist mein erster Schritt dafür.

Bárbara Muniz Vieira

Ordem do dia para amanhã, hoje, ontem e sempre!



Deve-se estar sempre bêbado.
Está tudo aí: é a unica questão.
A fim de não sentires o fardo horrível do Tempo que parte tuas espáduas e te verga sobre a terra, deves embriagar-te sem cessar.
Mas de quê?
De vinho, de poesia ou de virtude, a teu gosto. Mas embriaga-te.
E se alguma vez, sobre os degraus de um palácio, sobre a verde relva de uma vala, na sombria solidão do teu quarto, tu acordares com a embriaguez já minorada ou finda, pergunta ao vento, à onda, à estrela, à ave, ao relógio, a tudo o que passa, a tudo aquilo que geme, o tudo aquilo que gira, a tudo aquilo que canta, a tudo aquilo que fala, pergunte que horas são; e o vento, a vaga, a estrela, o pássaro, o relógio, te responderão: "É hora de se embriagar! Para não seres como os escravos martirizados no Tempo, embriaga-te, embriaga-te sem cessar! De vinho, de poesia, ou de virtude, a teu gosto."


Charles Baudelaire


Versão resumida:
Embriague-se...

De noite ou ao meio dia
Embriague-se, embriague-se numa boa
De vinho,virtude ou poesia

Pra quem foge, pra quem geme,
Pra quem fala, pra quem canta,
pra não ter medo da maldade, pra acordar toda a cidade

Embriague-se, embriague-se numa boa
De vinho,virtude ou poesia...

quinta-feira, 28 de junho de 2007

Sampa que me aguarde!

Bolsas Goethe – Classificação (6 bolsas)



último ano
1. Bárbara Muniz Vieira
Suplente: Débora C. Batista

Máximas da festa de confraternização do Reforço

"Ai, comi demais. Tô passando mal, acho que vou sair daqui e desmaiar na rua.

Já pensou? Desmaiar na rua, os outros te pegando, te catando no colo...!

Eu já desmaiei na rua uma vez."
(Marcos)



(...) Muitos brigadeiros depois....

Eu: "AIII, que vontade de fumar!!!!!!

Todos: "Fuma, Dona, fuma! Vai ali na janela! A gente vigia!!!!"


Obs.: É claro que eu não fumei.
Mas que deu vontade... =)

Porque até aos animais foi conferido a possibilidade de dúvida!

J. Saramago no Fórum Social Mundial de 2004

No FSM de 2004, Saramago participou de uma mesa redonda com E. Galeano e mais um político que só fazia citar frases prontas de escritores famosos.
Eu e mais não sei quantas centenas de pessoas expremíamos num ginásio em Porto Alegre, ávidos por ver e ouvir. Confesso q pouco vi, e muito anotei do que ouvi. Que é o seguinte:

O tema da mesa: O sentido da Utopia

Saramago: "Eu não sou utopista.
A utopia é uma mentira tanto quanto a idéia de que, quando morremos, vamos para o paraíso.
Utopia nasce sem dom indissociável dela: revitalização e reinvenção da democracia.
Utopia não significa rigorosamente nada.
Miremo-nos em Quixote. Farto da vida, decide mudar radicalmente.
Se se comporta como um louco, tudo lhe é possível por ser louco.
Sancho: não é burguês, mas escandaliza-se como se fosse.

"Que vida autêntica está em outro lugar?" (Rimbaud)

Dom Quixote não é utópico, talvez tenha um intento utópico. É pragmático (talvez). As palavras são muito desgraçadas.

A política é a arte de não dizer a verdade.

Utopia: discurso não existente.
Eu sou consciente do que não posso ter agora e hei de tê-lo mais tarde.

Vivemos de crenças.
Nada a ver com razão.
Tira-se sangue do dinheiro
e dinheiro do sangue.

Imaginar: o que precisamos hoje, desejamos hoje, podemos realizar em 2043 (talvez 2043 sejá muito perto)

O dia de amanhã é a nossa utopia
com relativa esperança de que estaremos vivos.

Revisão criteriosa e rigorosa de conceitos: a esquerda precisa primeiro do conceito do que é a esquerda.
Tudo se discute, exceto a democracia.
Santa no altar.
A que vivemos é seqüestrada, condicionada.
O poder da cidadão limita na esfera política o que não gosta e que talvez outro possa gostar.

Quem escolhe representantes de grandes bancos e organizações mundiais?
Não é democrático.

Utopia, não fosse Utopia, seria trabalho,
objetivo
vontade
determinação.

Propostas agora, não divagar."

terça-feira, 26 de junho de 2007

Que saudades do meu anonimato (professora, eu?) Parte V

O reforço, como foi

O Reforço com a professora Bárbara foi muito bom, ela ensinou a gente muito.
Bem, apesar de eu ter faltado 4 vezes, ela continuou ensinando meus colegas do Reforço. E quando ela faltava, ela avisava a gente e falava o que ia passar para a professora substituta. Ela explicava como era para fazer.
Ela ensinava a gente falar algumas palavras que ela não gostava, mas mesmo assim ela é uma boa professora e sempre vai continuar sendo o que ela é. Quando eu enforcava a aula, ela vinha e não me falava nada. Só quando eu estava no Reforço ela pegava no meu pé. Quando ela pega no pé da gente é sempre para dar conselhos; quando a gente fazia uma coisa que ela não gostava, ela brigava com a gente e falava pra gente não fazer isso e a gente respeitava. Mas mesmo assim ele é uma boa professora e sempre vai ser. Parabéns, todos nós gostamos de você, quando você grita alto não dá nada não, todo mundo sabe que é pra gente ficar quieto e prestar atenção.
Obrigado por você dar aula para mim e para os meus colegas.

Josivaldo, 14 anos

Que saudades do meu anonimato (professora, eu?) Parte IV

O que eu achei do Reforço

Bom, gostei muito do Reforço, adorei aprender o que é conto e o que é crônica, que são coisas muito legais, porque tudo o que a professora Bárbara me ensinou adorei, aliás, amei aprender. Apesar de às vezes ela ter que gritar com os meus colegas de classe por bagunçar na aula, ela é uma belíssima professora e merece tudo de bom em sua vida.
Depois que comecei a fazer o reforço com a Professora Bárbara ,melhorei muito e até passei a me preocupar em falar as palavras certo e agora o meu professor de Português não pára de me elogiar graças à professora Bárbara e graças à Professora Bárbara! E fico muito grata em saber que ela me ensinou tudo o que sei hoje. Muito obrigada, professora, por ter me ensinado o que eu não sabia e por ter carinho e muito amor e por me ensinar e ensinar aos meus colegas, que você suba na vida.

Alana Elen de Morais, 14 anos

Que saudades do meu anonimato (professora, eu?) Parte III - Dona do quê?

Bom, o Reforço, desde que começou foi muito legal, porque nós aprendemos a fazer muitas coisas, a fazer crônicas, charges, etc.
Bom, adorei o Reforço porque a Dona sabe explicar direito e bem explicado suas aulas...
Faltei algumas vezes, mas tudo bem, nas outras eu vim.
A professora fez uma apostila que ficou muito legal,, com as atividades certas ela ajudou.
Bom, com o Reforço eu aprendi muitas coisas, até que foi legal ficar de Reforço, né, pois eu tenho algumas dificuldades e não acho ruim ter ficado de Reforço.
È isso aí, a professora é excelente, explica tudo e ela é muito legal. Aprendemos histórias em quadrinhos e tudo o mais. Mas a professora deve continuar ensinando assim, pois do jeito que ela é dá para aprender bastante coisas.
Nós lemos livros, fizemos jogos, conversamos sobre as atividades, tiramos nossas dúvidas, etc. Bom, só isso que tenho a falar sobre a aula da Professora Bárbara.
Continue sempre assim, professora, que está ótimo, adorei o Reforço, só isso.

Cristiane Isabela, 14 anos

Que saudades do meu anonimato (professora, eu?) Parte II

O Reforço
O Reforço pra mim era um castigo, mas depois que eu comecei a fazer aula de Reforço...
Na aula de Reforço com a Professora Bárbara eu aprendi coisas que eu nem sabia que existiam. A professora ensina muito bem.
Mas a professora pode ser a melhor do mundo, mas, se o aluno não quer aprender, ele não aprende com nenhuma professora. Eu, com a melhor ou a pior, aprendo, porque eu quero sair do Reforço. Não só sair, mas aprender.
Coisas que o professor não ensina eu aprendo aqui no Reforço, então, entre ficar e aprender e sair e não aprender, eu prefiro ficar. Mesmo vendo todo mundo saindo mais cedo e eu ficando. Eu adoro o reforço.

Lucas Fernando da Silva, 14 anos

Que saudades do meu anonimato (professora, eu?) Parte I

O Reforço, como foi
Quando eu fiquei de reforço, aprendi muitas coisas. Consegui melhorar a minha letra e a não confundir as palavras.
Eu faltei só um dia.
Nesses dias de reforço, eu fiz muitas atividades e eu fiz também muitos poemas, muitos contos, fábulas e crônicas. E eu li um livro inteiro. Eu fiz coisas que qualquer ser humano tem que aprender.
Para aprender essas coisas, tem que se esforçar. Se não fosse pela ajuda da professora Bárbara, eu teria ficado de Reforço de novo. E não ia conseguir fazer as palavras ficarem certas.
Então eu já falei tudo o que tinha que falar. É só isso. Para mim falar outra coisa, só seu ficar de Reforço outra vez.

(Marcos Vinícius Vieira da Silva, 14 anos)

domingo, 24 de junho de 2007

"Da lama nasce a flor de Lótus"

Voilà c'est ça!

Meu motivo de orgulho ontem, no msn:


23/6/2007 14:34:56 Ichigochan ton français est très bon!
23/6/2007 14:35:03 Bárbara MERCIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIII

Ichigochan: Béatrice Chailleaux, uma francesa que conheço a longa data e com quem eu não falava há longa data.

Continuação do papo (em homenagem aos meus alunos):

23/6/2007 15:01:48 Ichigochan tu habites où en ce moment?
23/6/2007 15:02:39 Ichigochan désolée je ne me rappelle plus
23/6/2007 15:02:43 Bárbara à Araraquara
23/6/2007 15:02:57 Bárbara essayer de parler ce nom en français
23/6/2007 15:03:12 Bárbara c'est drôle!
23/6/2007 15:03:47 Bárbara mes éleves rient beaucoup
23/6/2007 15:03:51 Ichigochan ça s'écrit comment en portuguais?
23/6/2007 15:04:10 Bárbara c'est comme ça: ARARAQUARA

sábado, 23 de junho de 2007

Meu pai, minha mãe, meu namorado e meu cozinheiro (numa pessoa só) - e indisponível para empréstimos, caros leitores

Manhã de sábado, 9:00. Aula de 11:30 da manhã ainda não preparada. Eu na net, compulsiva e viciada. Jou deitado, aparentemente dormindo.

- Menina, vc não tem que preparar aula?

Fim da ocupação e reconhecimento de "amigos"



Noite na USP:
- Ei, acho que te conheço de algum lugar! - diz-me um rapaz, e a minha impressão no momento é a mesma.
-Eu também acho que te conheço de algum lugar!- respondi, prontamente, embora a essa altura eu já tivesse certeza que nunca tinha visto aquele ser na vida.
-Você tá na Ocupação?- ele perguntou.
-Não! Você também não?- respondi, séria e fazendo piada.
-Não, eu estou!-replicou ele - Acho que te conheço da 25 de Março !! - (quantas mil pessoas me passam lá todo dia mesmo?)
-Só pode ser!- continuei eu- De vez em quando eu vou lá comprar uns colarzinhos!

Protagonistas do diálogo: eu e esse cara de blusa verde, à esquerda da foto. =)(rs)

sexta-feira, 22 de junho de 2007

Com nova licença poética

Acabei de fazer:


"Quando nasci, uma tia baixinha
dessas bem baixinhas e brabas
disse: Vai, menina! Ser Bárbara na vida!

Gauche já foi o Carlos
Carregou bandeira a Adélia
Por causa do Chico Buarque, serás então Bárbara
(somente Bárbara, diria um poeta, anos mais tarde)

Tomei a sina pra mim
E bora ser Bárbara, pois sim!

A vida talvez fosse azul...
Não fosse a sina assumida
Ser bárbara assim todo dia,
Coisa que dá um trabalho!

A moça atrás das lentes de contato
Tem olhos que ninguém sabe a cor
Diplomática que aprendeu a ser,
Tem muitos, muitos amigos (e sonhos)
A moça atrás das lentes de contato.

Então a moça, bárbara que era, quis viver muitas vidas
E resolveu fazer teatro
(não admitira ela que houvessem outras vidas que por ela não fossem vividas)
E quis viajar muito pra conhecer pessoas e lugares
(não admitira ela que houvessem pessoas e lugares que por ela não fossem conhecidos)

Aí às vezes ela brada:
Meu Deus porque me abandonaste
se sabias que eu não era Deus
se sabias que eu era fraca.

Mundo mundo, vasto mundo
Mais vasta é minha sina
Vou cumprindo, acertando e errando
E pra quando erro (e são tantas vezes)
Tatuei a flor de lótus
E aí emerjo, na superfície
para florescer e errar
quantas outras vezes for necessário.

(Para ser Bárbara, há de ser desdobrável. Eu sou.)"

Hj é sexta-feira! (Permitindo-se risadas ainda que nem todas as aulas da semana estejam preparadas)

Texto bizarro recém tirado de algum lugar :


RECEITA:
COMO FAZER SEXO!!!

Ingredientes:
- 04 olhos
- 04 pernas
- 04 braços
- 02 pacotes de leite
- 02 ovos
- 01 tigela
- 01 banana

Modo de preparar:
1- olhe dentro dos olhos;
2- com os braços, abrir as pernas;
3- aperte e massageie os pacotes de leite delicadamente;
4- coloque suavemente a banana na tigela, retirando-a logo em seguida.

Repita o procedimento até adquirir consistência cremosa.

Obs: para melhores resultados, continuar massageando os pacotes de leite.

5- ao elevar-se a temperatura, mergulhe a banana profundamente na tigela, cubra com os ovos e deixe-a umedecer preferencialmente.

NÃO pernoitar.

O bolo estará pronto quando a banana amolecer. Caso isso não ocorra, repita os passos de 3 a 5 ou troque de tigela.

(eu diria, troque de banana)

Observações:
- se vc se encontra em uma cozinha que lhe é estranha, lave bem utensílios antes e após o uso;
- não lamba a tigela

(eu diria, lambendo bem a tigela, o resultado pode ser bem melhor. Sugestão: use chantilly)

ahahahahahahah

quinta-feira, 21 de junho de 2007

"Eu não digo que tenha muito, mas tenho ainda a procura intensa e a esperança violenta" (Clarice Lispector)

E não foi desta vez. Nem pra mim nem pra ninguém. Isso mesmo, o pop Guinzburg não passou ninguém, imperfeitos que somos na nossa condição humana que, invariavelmente, a ele também pertence. Será que ele se lembra disso?
Aí, fiz um balde de pipoca, me lambuzei de catchup e fiquei na frente da TV, assistindo "Snatch, porcos e diamantes", bebendo um monte de champagne e comemorando. O que mesmo? O fato de estar viva, o fato de ter um monte de amigos que deixam a vida da gente mais leve e não acredita menos na gente por causa desses pequenos "fracassos" por onde a gente vai deslizando na vida, hora ou outra. Revi uns amigos dos tempos da facul (uau, falou a jovem senhora de 23 anos) e descobri q tenho um monte de amigos assim. Aí o Jones chegou, xingou muito o pop Ginzburg e tudo ficou bem de novo.
Dá nada não. Dia 6 de agosto me inscrevo de novo. Farei esse mestrado custe quantos passeios em Sampa custar. Prestarei com alguém menos pop (espero que abram vagas). Até lá vou dando minas aulinhas, fazendo meu inglês, procurando emprego em Sampa pela internet e claro, preenchendo minhas "lacunas".
Tenho conseguido rápido demais um monte de coisas com as quais eu há tempos sonhava. Isso pode esperar mais um pouco.

Incansável que me tornei em busca de meus sonhos.