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Literatura, teatro,amigos, línguas, narguilé, família,viagens, net, chá matte com limão,sorrisos, fotografia, cinema, brownie com sorvete de creme, Jones, boa cozinha, dar risada, ler, bons filmes, aprender-ensinar, beber com os amigos, dormir, chocolate branco, chuva, casa da mãe, cães e fuinhas.
Professora
Atriz
Datilógrafa :)
Leitora
Crítica
Revisora
Organizadora de gavetas
Fazedora de unhas (as próprias)
Tarantino, Ingmar Bergman, Lars von Trier, Wim Wenders, Baz Luhrmann, Almodóvar, algum Walter Salles, Clint Eastwood, Stephen Daldry,Francis Ford Coppola, David Lynch, Ettore Scola, François Truffaut, Federico Fellini, Beto Brant, Buster Keaton, Laís Bodanzky, Fernando Meirelles
domingo, 30 de setembro de 2007
quarta-feira, 26 de setembro de 2007
A Mulher de Libra.
Se vocę gosta de mulheres que adoram conversar sobre qualquer assunto, e parecem nunca saber a hora de parar de falar, entăo acaba de encontrar a outra metade da laranja!
Mas, ao contrário de imaginar que passar horas ao seu lado conversando sobre os mais variados assuntos pode ser uma chatice, vai acabar ficando encantado. Ela vai dar aquele sorriso insuportavelmente delicioso a cada tręs frases que disser, e vocę vai sentir o quăo maravilhosa ela pode ser. Esta mulher parece brilhar quando faz aquilo que mais gosta: discutir um assunto!
A libriana é feita de bondade, delicadeza, justiça, amizade teimosia e indecisăo.
Apesar de parecer frágil e ser muito feminina em seus gestos, na forma de se vestir e de falar, a libriana é o tipo de mulher que pode surpreender quando resolve arregaçar as mangas da camisa para fazer um trabalho estritamente masculino. Ela vai se sentir como se estivesse em casa se tiver que dirigir um caminhăo ou laçar um touro selvagem. Esta mulher, apesar de muito feminina, possui um traço masculino que, volta e meia, costuma cobrir o lado feminino. Mas em nenhum momento ela perde sua feminilidade. Antes de pegar o machado para derrubar uma arvore, ela vai passar o batom, arrumar o cabelo e borrifar um pouco de perfume que é para deixa-la mais a vontade.
Mesmo quando estiver nervosa a libriana tentará parecer calma ou, pelo menos, controlada.
A mulher de Libra é altamente intelectual e possui um grande poder de análise, que pode ser muito útil para resolver os problemas dos negócios do parceiro. Raramente ela deixará que as emoçőes a impeçam de tomar uma decisăo desapaixonada ou de fazer um julgamento equilibrado. Com certeza, ela é muito melhor que o gerente do seu banco.
Seu temperamento foi feito para o trabalho em equipe. Ela quer participar do maior numero possível de decisőes que o parceiro tomar. Deseja fazer tudo a favor do parceiro e é mulher suficiente para segui-lo quando ele desejar mudar de profissăo, país ou fazer novas amizades. Ela adora estar cercada por pessoas, sente-se no paraíso quando pode reunir uma multidăo de amigos para uma festa, onde vai passar horas dançando e se divertindo como poucos.
Poucas săo as librianas que sofrem de depressăo ou tem problemas crônicos de saúde.
O segredo de sua vitalidade está em seu temperamento racional, pacífico e a repulsa que tem a impacięncia. Pessoas impacientes e desesperadas costumam causar um mal estar na libriana, que podem tira-la do sério. Mas a maioria vai simplesmente preferir manter-se a longas distancias de pessoas nervosas e impacientes. Săo poucas as mulheres de Libra que tem amizades com gente estressada. Elas até podem ser colegas, dizer um "bom dia" no ponto de ônibus, mas jamais farăo um esforço para convidar esta pessoa para freqüentar sua casa.
A mulher de libra detesta a confusăo, e normalmente precisa da harmonia para manter a estabilidade emocional.
Ela costuma ser dominadora, do tipo que gosta que todos estejam ao seu lado e façam o que quer. Porém a libriana nunca vai forçar ninguém a obedece-la. Sua măo de ferro sempre estará calçada em uma luva de veludo, sua vontade e seu egoísmo sempre estarăo acompanhados por sua delicadeza, educaçăo e o mesmo sorriso encantador de sempre. É assim que normalmente ela costuma conseguir o que quer: fazendo com que as pessoas pensem que foram elas que escolheram ser suas prisioneiras por livre e espontânea vontade. Ela tem um jeito tăo educado de impor suas vontades, que a gente fica até sem jeito de dizer "NĂO".
O companheiro sempre virá em primeiro lugar no coraçăo da libriana.
Normalmente elas tem uma sinceridade que pode deixar qualquer um sem jeito diante de suas afirmaçőes ou comentários.
Se vocę é do tipo que gosta que as pessoas que fingem năo ver os seus defeitos, evite pedir opiniőes a libriana. Ela năo esconde o que pensa mesmo que isto provoque alguns maus entendidos. Afinal, se pediu sua opiniăo deve estar preparado para ouvir a verdade, năo é? Mas, ela nunca é grosseira ou deselegante. Normalmente ela é direta sem fazer rodeios. Se uma amiga pergunta se está gorda, ao invés de disfarçar e tentar ser diplomática, a mulher de Libra vai dizer que realmente ela está muito mais gorda do que a ultima vez em que se viram. Antes que a amiga tenha tempo de ter um ataque de baixa estima, ela vai dar-lhe um monte de receitas para perder a barriga, diminuir a papada e levantar o traseiro. A amiga vai estar quase tendo um ataque de nervos, e ela vai completar com a maior naturalidade: "...mas tem muita gente que gosta de mulheres gordas, caso vocę se sinta bem com seu corpo".
Tem gente que acha que a libriana faz isto por maldade, mas năo é. Ela faz por pura inocęncia e pelo amor que tem pela verdade. No fundo ela pensa que esta ajudando a amiga ao invés de fazer com que tenha uma crise de depressăo!
Ela detesta ferir os sentimentos de quem quer que seja. Detesta dizer "năo" e a idéia de ser injusta pode deixa-la doente.
Uma coisa que muitas delas costumam ter é manias.
Quando uma libriana resolve ter uma mania, podem se passar anos até que ela resolva abandona-la. E o pior é que ela nunca acha que tem uma mania. Também costumam levar mais tempo para tomar uma decisăo se pode adiar uma escolha. E o pior é que ela sempre se apressa em negar suas decisőes. A primeira coisa que costuma dizer é : "Eu năo tenho nada de indecisa!"
Mas, ao contrário de imaginar que passar horas ao seu lado conversando sobre os mais variados assuntos pode ser uma chatice, vai acabar ficando encantado. Ela vai dar aquele sorriso insuportavelmente delicioso a cada tręs frases que disser, e vocę vai sentir o quăo maravilhosa ela pode ser. Esta mulher parece brilhar quando faz aquilo que mais gosta: discutir um assunto!
A libriana é feita de bondade, delicadeza, justiça, amizade teimosia e indecisăo.
Apesar de parecer frágil e ser muito feminina em seus gestos, na forma de se vestir e de falar, a libriana é o tipo de mulher que pode surpreender quando resolve arregaçar as mangas da camisa para fazer um trabalho estritamente masculino. Ela vai se sentir como se estivesse em casa se tiver que dirigir um caminhăo ou laçar um touro selvagem. Esta mulher, apesar de muito feminina, possui um traço masculino que, volta e meia, costuma cobrir o lado feminino. Mas em nenhum momento ela perde sua feminilidade. Antes de pegar o machado para derrubar uma arvore, ela vai passar o batom, arrumar o cabelo e borrifar um pouco de perfume que é para deixa-la mais a vontade.
Mesmo quando estiver nervosa a libriana tentará parecer calma ou, pelo menos, controlada.
A mulher de Libra é altamente intelectual e possui um grande poder de análise, que pode ser muito útil para resolver os problemas dos negócios do parceiro. Raramente ela deixará que as emoçőes a impeçam de tomar uma decisăo desapaixonada ou de fazer um julgamento equilibrado. Com certeza, ela é muito melhor que o gerente do seu banco.
Seu temperamento foi feito para o trabalho em equipe. Ela quer participar do maior numero possível de decisőes que o parceiro tomar. Deseja fazer tudo a favor do parceiro e é mulher suficiente para segui-lo quando ele desejar mudar de profissăo, país ou fazer novas amizades. Ela adora estar cercada por pessoas, sente-se no paraíso quando pode reunir uma multidăo de amigos para uma festa, onde vai passar horas dançando e se divertindo como poucos.
Poucas săo as librianas que sofrem de depressăo ou tem problemas crônicos de saúde.
O segredo de sua vitalidade está em seu temperamento racional, pacífico e a repulsa que tem a impacięncia. Pessoas impacientes e desesperadas costumam causar um mal estar na libriana, que podem tira-la do sério. Mas a maioria vai simplesmente preferir manter-se a longas distancias de pessoas nervosas e impacientes. Săo poucas as mulheres de Libra que tem amizades com gente estressada. Elas até podem ser colegas, dizer um "bom dia" no ponto de ônibus, mas jamais farăo um esforço para convidar esta pessoa para freqüentar sua casa.
A mulher de libra detesta a confusăo, e normalmente precisa da harmonia para manter a estabilidade emocional.
Ela costuma ser dominadora, do tipo que gosta que todos estejam ao seu lado e façam o que quer. Porém a libriana nunca vai forçar ninguém a obedece-la. Sua măo de ferro sempre estará calçada em uma luva de veludo, sua vontade e seu egoísmo sempre estarăo acompanhados por sua delicadeza, educaçăo e o mesmo sorriso encantador de sempre. É assim que normalmente ela costuma conseguir o que quer: fazendo com que as pessoas pensem que foram elas que escolheram ser suas prisioneiras por livre e espontânea vontade. Ela tem um jeito tăo educado de impor suas vontades, que a gente fica até sem jeito de dizer "NĂO".
O companheiro sempre virá em primeiro lugar no coraçăo da libriana.
Normalmente elas tem uma sinceridade que pode deixar qualquer um sem jeito diante de suas afirmaçőes ou comentários.
Se vocę é do tipo que gosta que as pessoas que fingem năo ver os seus defeitos, evite pedir opiniőes a libriana. Ela năo esconde o que pensa mesmo que isto provoque alguns maus entendidos. Afinal, se pediu sua opiniăo deve estar preparado para ouvir a verdade, năo é? Mas, ela nunca é grosseira ou deselegante. Normalmente ela é direta sem fazer rodeios. Se uma amiga pergunta se está gorda, ao invés de disfarçar e tentar ser diplomática, a mulher de Libra vai dizer que realmente ela está muito mais gorda do que a ultima vez em que se viram. Antes que a amiga tenha tempo de ter um ataque de baixa estima, ela vai dar-lhe um monte de receitas para perder a barriga, diminuir a papada e levantar o traseiro. A amiga vai estar quase tendo um ataque de nervos, e ela vai completar com a maior naturalidade: "...mas tem muita gente que gosta de mulheres gordas, caso vocę se sinta bem com seu corpo".
Tem gente que acha que a libriana faz isto por maldade, mas năo é. Ela faz por pura inocęncia e pelo amor que tem pela verdade. No fundo ela pensa que esta ajudando a amiga ao invés de fazer com que tenha uma crise de depressăo!
Ela detesta ferir os sentimentos de quem quer que seja. Detesta dizer "năo" e a idéia de ser injusta pode deixa-la doente.
Uma coisa que muitas delas costumam ter é manias.
Quando uma libriana resolve ter uma mania, podem se passar anos até que ela resolva abandona-la. E o pior é que ela nunca acha que tem uma mania. Também costumam levar mais tempo para tomar uma decisăo se pode adiar uma escolha. E o pior é que ela sempre se apressa em negar suas decisőes. A primeira coisa que costuma dizer é : "Eu năo tenho nada de indecisa!"
quinta-feira, 20 de setembro de 2007
O Livro sobre Nada
Manoel de Barros
* Com pedaços de mim eu monto um ser atônito.
* Tudo que não invento é falso.
* Há muitas maneiras sérias de não dizer nada, mas só a poesia é verdadeira.
* Não pode haver ausência de boca nas palavras: nenhuma fique desamparada do ser que a revelou.
* É mais fácil fazer da tolice um regalo do que da sensatez.
* Sempre que desejo contar alguma coisa, não faço nada; mas se não desejo contar nada, faço poesia.
* Melhor jeito que achei para me conhecer foi fazendo o contrário.
* A inércia é o meu ato principal.
* Há histórias tão verdadeiras que às vezes parece que são inventadas.
* O artista é um erro da natureza. Beethoven foi um erro perfeito.
* A terapia literária consiste em desarrumar a linguagem a ponto que ela expresse nossos mais fundos desejos.
* Quero a palavra que sirva na boca dos passarinhos.
* Por pudor sou impuro.
* Não preciso do fim para chegar.
* De tudo haveria de ficar para nós um sentimento longínquo de coisa esquecida na terra — Como um lápis numa península.
* Do lugar onde estou já fui embora.
* Com pedaços de mim eu monto um ser atônito.
* Tudo que não invento é falso.
* Há muitas maneiras sérias de não dizer nada, mas só a poesia é verdadeira.
* Não pode haver ausência de boca nas palavras: nenhuma fique desamparada do ser que a revelou.
* É mais fácil fazer da tolice um regalo do que da sensatez.
* Sempre que desejo contar alguma coisa, não faço nada; mas se não desejo contar nada, faço poesia.
* Melhor jeito que achei para me conhecer foi fazendo o contrário.
* A inércia é o meu ato principal.
* Há histórias tão verdadeiras que às vezes parece que são inventadas.
* O artista é um erro da natureza. Beethoven foi um erro perfeito.
* A terapia literária consiste em desarrumar a linguagem a ponto que ela expresse nossos mais fundos desejos.
* Quero a palavra que sirva na boca dos passarinhos.
* Por pudor sou impuro.
* Não preciso do fim para chegar.
* De tudo haveria de ficar para nós um sentimento longínquo de coisa esquecida na terra — Como um lápis numa península.
* Do lugar onde estou já fui embora.
quarta-feira, 19 de setembro de 2007
Sou eu, ou uma de minhas faces.
OS OMBROS SUPORTAM O MUNDO
Carlos Drummont de Andrade
Chega um tempo em que não se diz mais: meu
Deus.
Tempo de absoluta depuração.
Tempo em que não se diz mais: meu amor.
Porque o amor resultou inútil.
E os olhos não choram.
E as mãos tecem apenas o rude trabalho.
E o coração está seco.
Em vão mulheres batem à porta, não abrirás.
Ficaste sozinho, a luz apagou-se,
mas na sombra teus olhos resplandecem enormes.
És todo certeza, já não sabes sofrer.
E nada esperas de teus amigos.
Pouco importa venha a velhice, que é a velhice?
Teus ombros suportam o mundo
e ele não pesa mais que a mão de uma criança.
As guerras, as fomes, as discussões dentro dos
edifícios
provam apenas que a vida prossegue
e nem todos se libertaram ainda.
Alguns, achando bárbaro o espetáculo
prefeririam (os delicados) morrer.
Chegou um tempo em que não adianta morrer.
Chegou um tempo em que a vida é uma ordem.
A vida apenas, sem mistificação.
Carlos Drummont de Andrade
Chega um tempo em que não se diz mais: meu
Deus.
Tempo de absoluta depuração.
Tempo em que não se diz mais: meu amor.
Porque o amor resultou inútil.
E os olhos não choram.
E as mãos tecem apenas o rude trabalho.
E o coração está seco.
Em vão mulheres batem à porta, não abrirás.
Ficaste sozinho, a luz apagou-se,
mas na sombra teus olhos resplandecem enormes.
És todo certeza, já não sabes sofrer.
E nada esperas de teus amigos.
Pouco importa venha a velhice, que é a velhice?
Teus ombros suportam o mundo
e ele não pesa mais que a mão de uma criança.
As guerras, as fomes, as discussões dentro dos
edifícios
provam apenas que a vida prossegue
e nem todos se libertaram ainda.
Alguns, achando bárbaro o espetáculo
prefeririam (os delicados) morrer.
Chegou um tempo em que não adianta morrer.
Chegou um tempo em que a vida é uma ordem.
A vida apenas, sem mistificação.
Mais um ex (coleção):)
(Dói)
Eu falo demais, tem hora q falo bobagem, tem hora q digo exatamente o q quero dizer. Eu escrevo e releio mil vezes o q escrevo, e depois vejo q ainda podia ser melhor, ou pelo menos diferente. Eu sou metamorfose, eu sou múltipla, ensino pelo prazer q tenho em aprender, mas não quero aprender tudo que querem q eu saiba pra fazer mestrado, por exemplo, porque eu descobri que gosto de literatura pelo prazer e não pela análise, e q não quero ser intelectual e nem quero ter filhos,e também quero aprender um dia a morrer, nós q morremos cada dia um pouco. Eu sou vaidosa, mas tenho me despido cada vez mais dela, sou narciso, adoro água e foto q eu tiro de mim, mas tem umas q eu fico mais feia q sou. Eu sou bonita, descobri depois de ser patinha feia. Eu falo palavrão, eu não sei fazer as unhas mas faço sempre, eu sou atriz , mas nunca hipócrita, eu gosto de observar as pessoas, eu gosto de cantar, eu não vou ter tempo de fazer tudo o q quero, eu sou intensa, eu tenho tecla foda-se, eu sou chata, eu sou a mais diplomática, a conselheira sentimental q não vê um palmo na frente pra si mesma, cabra cega, peço opinião, me influencio relativamente fácil, beleza é importante, ler coisas boas é vital, eu não tenho vergonha de dizer q não sei e que ouço música ruim, pq ninguém tem pago minhas contas, nem eu. Eu aprendi a rir de mim mesma, eu descubro prazer em tudo o q faço, inclusive em ser eu mesma. Eu aprendo línguas porque gosto viajar e de gente, mas a média dos seres humanos é medíocre.Eu carrego uma dor como todo mundo, q é, sim, solitária e sem sentido, as outras são sempre necessidade.Não desisto nunca, enfrento o grande da vida seja do tamanho q for, ando errado, pelo simples prazer de ser. Eu sou feliz mesmo com todos os "mas", tenho opiniões e sei argumentar pra convencer quem eu quiser delas, mas só se eu estiver a fim.Cada vez mais eu vou além do q acho q poderia, e isso não me assusta nem me conforta. Eu dou as cartas e consigo tudo tudo o que quero, sempre.
"Vc, Harry, sempre foi um artista e um pensador, um homem cheio de fé e de alegria, sempre ao encalço do grande e do eterno, nunca se contentando com o bonito e o mesquinho. Mas quanto mais foi despertado pela vida e conduzido para dentro de si mesmo, tanto maior tornou-se sua necessidade, tanto mais fundo mergulhou no sofrimento, na timidez, no desespero, mergulhou até o pescoço,e tudo o que no passado conheceu, amou e venerou como belo e santo, toda a sua fé de então nos homens e em nosso elevado destino, nada pôde ajudá-lo, tudo perdeu o valor e se fez em pedaços. Sua fé não encontrou mais ar que respirasse. E a morte por asfixia é uma morte muito dura. Não é verdade, Harry? Não é este o seu destino?(...) Vc trazia no íntimo uma imagem da vida, uma fé, uma exigência; estava disposto a feitos, a sofrimentos, a sacrifícios e logo aos poucos notou que o mundo não lhe pedia nenhuma ação, nenhum sacrifício nem algo semelhante; que a vida não é nenhum poema épico, E quem aspira a outra coisa e traz em si o heróico e o belo,a veneração pelos grandes poetas ou a veneração pelos santos,não passa de um louco ou de um Quixote. (...). Mas como tivesse bons olhos e ouvidos, e, além disso, fosse curiosa, examinei a vida com certa atenção,observei meus vizinhos e conhecidos, mais de cinqüenta pessoas e destinos, estavam mil vezes certos, assim como os seus, mas a vida, a realidade não tinha razão. Pensa que eu não pude reconhecer sua angústia diante do Fox-trot, sua repugnância pelos bares e (...) Compreendia e muito bem, como compreendia seu horror pela política, sua tristeza pelo palavreado vão e a conduta irresponsável dos partidos e da imprensa; seu desespero diante da guerra, as passadas e as futuras; pela maneira como hoje se pensa, se lê, se edifica, se compõe música, se celebram as festas e se educa! Vc tem razão, Lobo da Estepe, mil vezes razão e contudo terá de perecer. Vive demasiadamente faminto e cheio de desejos para um mundo tão singelo, tão cômodo, que se contenta com tão pouco; para o mundo de hoje em dia, que lhe cospe por cima, vc tem uma dimensão a mais" Herman Hesse
Eu falo demais, tem hora q falo bobagem, tem hora q digo exatamente o q quero dizer. Eu escrevo e releio mil vezes o q escrevo, e depois vejo q ainda podia ser melhor, ou pelo menos diferente. Eu sou metamorfose, eu sou múltipla, ensino pelo prazer q tenho em aprender, mas não quero aprender tudo que querem q eu saiba pra fazer mestrado, por exemplo, porque eu descobri que gosto de literatura pelo prazer e não pela análise, e q não quero ser intelectual e nem quero ter filhos,e também quero aprender um dia a morrer, nós q morremos cada dia um pouco. Eu sou vaidosa, mas tenho me despido cada vez mais dela, sou narciso, adoro água e foto q eu tiro de mim, mas tem umas q eu fico mais feia q sou. Eu sou bonita, descobri depois de ser patinha feia. Eu falo palavrão, eu não sei fazer as unhas mas faço sempre, eu sou atriz , mas nunca hipócrita, eu gosto de observar as pessoas, eu gosto de cantar, eu não vou ter tempo de fazer tudo o q quero, eu sou intensa, eu tenho tecla foda-se, eu sou chata, eu sou a mais diplomática, a conselheira sentimental q não vê um palmo na frente pra si mesma, cabra cega, peço opinião, me influencio relativamente fácil, beleza é importante, ler coisas boas é vital, eu não tenho vergonha de dizer q não sei e que ouço música ruim, pq ninguém tem pago minhas contas, nem eu. Eu aprendi a rir de mim mesma, eu descubro prazer em tudo o q faço, inclusive em ser eu mesma. Eu aprendo línguas porque gosto viajar e de gente, mas a média dos seres humanos é medíocre.Eu carrego uma dor como todo mundo, q é, sim, solitária e sem sentido, as outras são sempre necessidade.Não desisto nunca, enfrento o grande da vida seja do tamanho q for, ando errado, pelo simples prazer de ser. Eu sou feliz mesmo com todos os "mas", tenho opiniões e sei argumentar pra convencer quem eu quiser delas, mas só se eu estiver a fim.Cada vez mais eu vou além do q acho q poderia, e isso não me assusta nem me conforta. Eu dou as cartas e consigo tudo tudo o que quero, sempre.
"Vc, Harry, sempre foi um artista e um pensador, um homem cheio de fé e de alegria, sempre ao encalço do grande e do eterno, nunca se contentando com o bonito e o mesquinho. Mas quanto mais foi despertado pela vida e conduzido para dentro de si mesmo, tanto maior tornou-se sua necessidade, tanto mais fundo mergulhou no sofrimento, na timidez, no desespero, mergulhou até o pescoço,e tudo o que no passado conheceu, amou e venerou como belo e santo, toda a sua fé de então nos homens e em nosso elevado destino, nada pôde ajudá-lo, tudo perdeu o valor e se fez em pedaços. Sua fé não encontrou mais ar que respirasse. E a morte por asfixia é uma morte muito dura. Não é verdade, Harry? Não é este o seu destino?(...) Vc trazia no íntimo uma imagem da vida, uma fé, uma exigência; estava disposto a feitos, a sofrimentos, a sacrifícios e logo aos poucos notou que o mundo não lhe pedia nenhuma ação, nenhum sacrifício nem algo semelhante; que a vida não é nenhum poema épico, E quem aspira a outra coisa e traz em si o heróico e o belo,a veneração pelos grandes poetas ou a veneração pelos santos,não passa de um louco ou de um Quixote. (...). Mas como tivesse bons olhos e ouvidos, e, além disso, fosse curiosa, examinei a vida com certa atenção,observei meus vizinhos e conhecidos, mais de cinqüenta pessoas e destinos, estavam mil vezes certos, assim como os seus, mas a vida, a realidade não tinha razão. Pensa que eu não pude reconhecer sua angústia diante do Fox-trot, sua repugnância pelos bares e (...) Compreendia e muito bem, como compreendia seu horror pela política, sua tristeza pelo palavreado vão e a conduta irresponsável dos partidos e da imprensa; seu desespero diante da guerra, as passadas e as futuras; pela maneira como hoje se pensa, se lê, se edifica, se compõe música, se celebram as festas e se educa! Vc tem razão, Lobo da Estepe, mil vezes razão e contudo terá de perecer. Vive demasiadamente faminto e cheio de desejos para um mundo tão singelo, tão cômodo, que se contenta com tão pouco; para o mundo de hoje em dia, que lhe cospe por cima, vc tem uma dimensão a mais" Herman Hesse
sábado, 15 de setembro de 2007
Ex orkut.
"Não se pode dar uma prova de existência do que é mais verdadeiro, o jeito é acreditar.
Sim, acreditar chorando."
(A vida não é brincadeira, gente, porque em pleno dia se morre.)
Eu, só:
http://barbarasomente.blogspot.com/
Espanto-me com meu encontro.
(Sofrer um pouco é um encontro.)
"E quando acaricio a cabeça de meu cão - sei que ele não exige que eu faça sentido ou me explique."
(...)
Não, não é liberdade. Definitivamente, mais do que nunca, o que quero ninguém entende, não posso explicar, ainda não tem nome.
(A verdade é sempre inexplicável, eu que carrego o mundo e... há falta de felicidade?)
(...)
Alguém me diz, por favor,"Amor será dar de presente um ao outro a própria solidão?"
http://www.screensavers-connection.com/screenshot_gifs/ferret.gif
"É que 'quem sou eu?' provoca necessidade. E como satisfazer a necessidade? Quem se indaga é incompleto."
/(",)\
-/♥\-
_| |_
"Tenho várias caras. Uma é quase bonita, outra é quase feia. Sou um o quê? Um quase tudo"
(Clarice Lispector)
Desculpai-me mas vou continuar a falar de mim que sou meu desconhecido, e ao escrever me surpreendo um pouco pois descobri que tenho um destino. Quem já não se perguntou: sou um monstro ou isto é ser uma pessoa?
(...)
(Eu tenho luz própria.
E lacunas na formação. Pronto, catarse, agora todo mundo sabe:)
EU fiz pra mim: (hehe)
Com nova licença poética
"Quando nasci, uma tia baixinha
dessas bem baixinhas e brabas
disse: Vai, menina! Ser Bárbara na vida!
Gauche já foi o Carlos
Carregou bandeira a Adélia
Por causa do Chico Buarque, serás então Bárbara
(somente Bárbara, diria um poeta, anos mais tarde)
Tomei a sina pra mim
E bora ser Bárbara, pois sim!
A vida talvez fosse azul...
Não fosse a sina assumida
Ser bárbara assim todo dia,
Coisa que dá um trabalho!
A moça atrás das lentes de contato
Tem olhos que ninguém sabe a cor
Diplomática que aprendeu a ser,
Tem muitos, muitos amigos (e sonhos)
A moça atrás das lentes de contato.
Então a moça, bárbara que era, quis viver muitas vidas
E resolveu fazer teatro
(não admitira ela que houvessem outras vidas que por ela não fossem vividas)
E quis viajar muito pra conhecer pessoas e lugares
(não admitira ela que houvessem pessoas e lugares que por ela não fossem conhecidos)
Aí às vezes ela brada:
Meu Deus porque me abandonaste
se sabias que eu não era Deus
se sabias que eu era fraca.
Mundo mundo, vasto mundo
Mais vasta é minha sina
Vou cumprindo, acertando e errando
E pra quando erro (e são tantas vezes)
Tatuei a flor de lótus
E aí emerjo, na superfície
para florescer e errar
quantas outras vezes for necessário.
(Para ser Bárbara, há de ser desdobrável. Eu sou.)"
*´¨)
¸.•´¸.•*´¨) ¸.•*¨)
(¸.•´ (¸.•` *
Fizeram para mim:
poema bárbaro ou quase distante
poema bárbaro
quase de instante
poema bárbaro
ou visto barbaramente
bárbara mente
mente quando diz com olhos o que não sabe das palavras
mente quando o luar eterno dos olhos mingua
mente com vinte caracóis de cabelo cobrindo o belo do rosto
mente o eco na indecisão da dúvida:
mente, somente só mente
bárbaro olhar ou qualquer técnica
bárbaro
olhar querqual técnica
bárbara
se vista barbaramente
bárbara mente
(atriz de olhos que não planejam, executam)
Rogério Lopes, 2002
Parafraseando Caio Fernando Abreu:
"Tenho me despido, a cada novo passo dado, de tudo o que não é mais essencial ou verdadeiro. E o que fica em mim, depois de todas tempestade e naufrágios, é cada vez mais humano."
Eu, Macabéa q levanta:
Uma folha amarfanhada
e volume aparente
de papel pardo mais
ou menos do tamanho
de um homem ia
devagar rua abaixo
arrastada aos trancos
e barrancos pelo
vento quando
veio um carro e Ihe
passou por cima
deixando-a aplastada
no chão. Mas diferente
de um homem ela se ergueu
de novo e lá se foi
com o vento aos trancos
e barrancos para ser
o mesmo que era antes.
de
william carlos williams,
tradução de josé paulo paes
(Da lama nasce a flor de Lótus. Sim.)
Sim, acreditar chorando."
(A vida não é brincadeira, gente, porque em pleno dia se morre.)
Eu, só:
http://barbarasomente.blogspot.com/
Espanto-me com meu encontro.
(Sofrer um pouco é um encontro.)
"E quando acaricio a cabeça de meu cão - sei que ele não exige que eu faça sentido ou me explique."
(...)
Não, não é liberdade. Definitivamente, mais do que nunca, o que quero ninguém entende, não posso explicar, ainda não tem nome.
(A verdade é sempre inexplicável, eu que carrego o mundo e... há falta de felicidade?)
(...)
Alguém me diz, por favor,"Amor será dar de presente um ao outro a própria solidão?"
http://www.screensavers-connection.com/screenshot_gifs/ferret.gif
"É que 'quem sou eu?' provoca necessidade. E como satisfazer a necessidade? Quem se indaga é incompleto."
/(",)\
-/♥\-
_| |_
"Tenho várias caras. Uma é quase bonita, outra é quase feia. Sou um o quê? Um quase tudo"
(Clarice Lispector)
Desculpai-me mas vou continuar a falar de mim que sou meu desconhecido, e ao escrever me surpreendo um pouco pois descobri que tenho um destino. Quem já não se perguntou: sou um monstro ou isto é ser uma pessoa?
(...)
(Eu tenho luz própria.
E lacunas na formação. Pronto, catarse, agora todo mundo sabe:)
EU fiz pra mim: (hehe)
Com nova licença poética
"Quando nasci, uma tia baixinha
dessas bem baixinhas e brabas
disse: Vai, menina! Ser Bárbara na vida!
Gauche já foi o Carlos
Carregou bandeira a Adélia
Por causa do Chico Buarque, serás então Bárbara
(somente Bárbara, diria um poeta, anos mais tarde)
Tomei a sina pra mim
E bora ser Bárbara, pois sim!
A vida talvez fosse azul...
Não fosse a sina assumida
Ser bárbara assim todo dia,
Coisa que dá um trabalho!
A moça atrás das lentes de contato
Tem olhos que ninguém sabe a cor
Diplomática que aprendeu a ser,
Tem muitos, muitos amigos (e sonhos)
A moça atrás das lentes de contato.
Então a moça, bárbara que era, quis viver muitas vidas
E resolveu fazer teatro
(não admitira ela que houvessem outras vidas que por ela não fossem vividas)
E quis viajar muito pra conhecer pessoas e lugares
(não admitira ela que houvessem pessoas e lugares que por ela não fossem conhecidos)
Aí às vezes ela brada:
Meu Deus porque me abandonaste
se sabias que eu não era Deus
se sabias que eu era fraca.
Mundo mundo, vasto mundo
Mais vasta é minha sina
Vou cumprindo, acertando e errando
E pra quando erro (e são tantas vezes)
Tatuei a flor de lótus
E aí emerjo, na superfície
para florescer e errar
quantas outras vezes for necessário.
(Para ser Bárbara, há de ser desdobrável. Eu sou.)"
*´¨)
¸.•´¸.•*´¨) ¸.•*¨)
(¸.•´ (¸.•` *
Fizeram para mim:
poema bárbaro ou quase distante
poema bárbaro
quase de instante
poema bárbaro
ou visto barbaramente
bárbara mente
mente quando diz com olhos o que não sabe das palavras
mente quando o luar eterno dos olhos mingua
mente com vinte caracóis de cabelo cobrindo o belo do rosto
mente o eco na indecisão da dúvida:
mente, somente só mente
bárbaro olhar ou qualquer técnica
bárbaro
olhar querqual técnica
bárbara
se vista barbaramente
bárbara mente
(atriz de olhos que não planejam, executam)
Rogério Lopes, 2002
Parafraseando Caio Fernando Abreu:
"Tenho me despido, a cada novo passo dado, de tudo o que não é mais essencial ou verdadeiro. E o que fica em mim, depois de todas tempestade e naufrágios, é cada vez mais humano."
Eu, Macabéa q levanta:
Uma folha amarfanhada
e volume aparente
de papel pardo mais
ou menos do tamanho
de um homem ia
devagar rua abaixo
arrastada aos trancos
e barrancos pelo
vento quando
veio um carro e Ihe
passou por cima
deixando-a aplastada
no chão. Mas diferente
de um homem ela se ergueu
de novo e lá se foi
com o vento aos trancos
e barrancos para ser
o mesmo que era antes.
de
william carlos williams,
tradução de josé paulo paes
(Da lama nasce a flor de Lótus. Sim.)
quarta-feira, 5 de setembro de 2007
Encontrei em mim Bora Bora.
Arte é mentira.
Déjeuner du matin
Il a mis le café
Dans la tasse
Il a mis le lait
Dans la tasse de café
Il a mis le sucre
Dans le café au lait
Avec la petite cuiller
Il a tourné
Il a bu le café au lait
Et il a reposé la tasse
Sans me parler
Il a allumé
Une cigarette
Il a fait des ronds
Avec la fumée
Il a mis les cendres
Dans le cendrier
Sans me parler
Sans me regarder
Il s’est levé
Il a mis
Son chapeau sur sa tête
Il a mis
Son manteau de pluie
Parce qu’il pleuvait
Et il est parti
Sous la pluie
Sans une parole
Sans me regarder
Et moi j’ai pris
Ma tête dans ma main
Et j’ai pleuré.
Il a mis le café
Dans la tasse
Il a mis le lait
Dans la tasse de café
Il a mis le sucre
Dans le café au lait
Avec la petite cuiller
Il a tourné
Il a bu le café au lait
Et il a reposé la tasse
Sans me parler
Il a allumé
Une cigarette
Il a fait des ronds
Avec la fumée
Il a mis les cendres
Dans le cendrier
Sans me parler
Sans me regarder
Il s’est levé
Il a mis
Son chapeau sur sa tête
Il a mis
Son manteau de pluie
Parce qu’il pleuvait
Et il est parti
Sous la pluie
Sans une parole
Sans me regarder
Et moi j’ai pris
Ma tête dans ma main
Et j’ai pleuré.
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